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30/7/2010

Recuperação além do esperado para a Vale

Editorial

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Os números são, no mínimo, bastante atraentes, para não dizer surpreendentes. O próprio mercado não apostava em alta tão acentuada. No início da noite de ontem, a Vale divulgou seu tão esperado balanço financeiro.

Seu lucro líquido cresceu 130,4% no segundo trimestre em relação ao primeiro. Os analistas esperavam aumento em torno de 80%.

Se o lucro líquido for medido contra o mesmo período de 2009, ano ruim para a empresa, saltou 344,2%.

Ele escalou alguns bilhões, chegando a R$ 6,635 bilhões no trimestre.

O bom resultado deve-se ao novo sistema de colocar preço, ou, como apelidou o mercado, de precificação. Antes anual, a prática tornou-se trimestral para o minério de ferro vendido pela Vale.

A Usiminas, que depende da matéria prima, pretende adotar também sistema trimestral de ajuste de preços junto a seus clientes.

Trata-se, segundo Sérgio Leite de Andrade, vice-presidente de negócios da empresa, "uma realidade no setor do aço".

O balanço da Usiminas, também divulgado ontem, mostra crescimento de 49% na receita líquida em relação ao mesmo período do ano passado. A margem de lucro bruto subiu de 7,9% para 23%.

Com o aquecimento do mercado de minério, esquentado em grande parte pelas siderúrgicas chinesas, as mineradoras brasileiras devem registrar um faturamento recorde este ano, 25% superior ao pico visto em 2008.

Suas vendas, de acordo com levantamento feito pelo Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram) especialmente para o Brasil Econômico, baterão em US$ 35 bilhões.

O saldo da balança comercial do setor, de US$ 18 bilhões, é maior do que o saldo do comércio internacional brasileiro como um todo, de US$ 16 bilhões.

Se todos os investimentos previstos forem realmente levados a cabo, a produção nacional de minério de ferro deve dobrar até 2016, chegando a 670 milhões de toneladas.

 

Por Brasil Econômico - Editorial

 

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